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07/08/2019 10:29 por Advillage

Disney digere mal a compra da Fox, admite o CEO do grupo

"Tenho confiança de que conseguiremos reverter a situação, e vocês verão resultados em dois anos", prometeu Bob Iger

A Disney admitiu nesta terça-feira (7) estar digerindo mal sua megaoperação com a 21 Century Fox. A aquisição da empresa por US$ 71 bilhões, em dezembro de 2017, teve um impacto negativo duas vezes maior do que o previsto no lucro por ação, devido ao estúdio de cinema e ao canal de esportes Star na Ásia.

Leia: Após seis meses, acionistas aprovam aquisição da 21st Century Fox pela Disney.

Em teleconferência com analistas financeiros, o CEO da The Walt Disney Company, reconheceu que o desempenho do estúdio estava "bem aquém do que havia conseguido no passado e muito aquém do que esperávamos quando fizemos a aquisição". "Tenho confiança de que conseguiremos reverter a situação (...) e vocês verão resultados em dois anos", prometeu.

No terceiro trimestre, encerrado em junho, a Disney acumulou ganhos decepcionantes, apesar de uma série de estrondosos sucessos nos cinemas, assinala a AFP. No final de julho, "Vingadores: Ultimato" se tornou o filme com maior bilheteria da história do cinema. Por outro lado, estúdio perdeu US$ 170 milhões no terceiro trimestre por causa do fracasso de "X-men: Fênix Negra", a última aventura da franquia "X-Men" na Fox.

No terceiro trimestre, os estúdios de cinema da Disney registraram um volume de negócios de US$ 3,8 bilhões, alta de 33%, e um lucro operacional de US$ 792 milhões, alta de 13%.

Desde o início do exercício, os estúdios Disney ganharam US$ 8 bilhões, "um recorde para o setor", segundo Iger. Até o fim do ano, diz o CEO, a Disney vai lançar títulos que devem levar multidões aos cinemas, como "Frozen 2" e "Star Wars: The Rise of Skywalker".

Streaming

O grupo se diz animado com o lançamento, previsto para 12 de novembro, da plataforma de streaming Disney+, com a qual ambiciona rivalizar com a Netflix. A Disney+ reunirá todo o catálogo “família” da empresa. A oferta de conteúdo para um público mais adulto será pela plataforma Hulu, da qual a Disney assumiu o controle operacional e da qual detém 60%.

“A Disney+ será o serviço de streaming exclusivo da nossa ampla videoteca de filmes e de séries de TV, de todo o conteúdo da National Geographic, de todos os filmes Disney, Pixar, Marvel e Star Wars e de enormidade de programas originais de qualidade", afirmou Bob Iger.

A promoção da nova plataforma vai começar agora em agosto. Para torná-la mais atrativa, Iger anunciou que o grupo vai propor um combo Disney+, ESPN e Hulu por US$ 12,99 por mês. A Disney+ sozinha custará US$ 6,99, enquanto a Netflix tem planos entre US$ 9 e US$ 16.

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