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07/07/2017 11:58 por Redação

IPCA de junho reforça expectativa de inflação de 3,4% este ano e de 4,0% em 2018

Depec-Bradesco*

O resultado do IPCA de junho manteve a tendência desinflacionária dos últimos meses, reforçando a importante desaceleração em curso da inflação ao consumidor. Reforçamos, assim, nossa expectativa de que o IPCA encerrará o ano com alta de 3,4% e de 4,0% em 2018.

O IPCA mostrou queda de 0,23% em junho, segundo os dados divulgados hoje pelo IBGE. Essa variação ficou em linha com a nossa projeção e ligeiramente abaixo das expectativas do mercado ( de recuo de 0,19%). Com isso, a elevação acumulada em doze meses recuou de 3,60% para 3,00%, ficando abaixo do centro da meta estabelecida pelo Banco Central, de 4,50%.

Leia: IPCA variou -0,23% em junho, primeira deflação mensal em 11 anos.

A desaceleração ante maio, quando o índice tinha subido 0,31%, foi explicada, em grande medida, pelo comportamento das tarifas de energia elétrica – com queda de 5,5% em junho, revertendo a alta de 9,0% de maio. Os preços dos alimentos, por sua vez, registraram queda mais intensa de 0,9% ante variação negativa de 0,6% em maio. Vale lembrar que os preços dos produtos agropecuários no atacado seguem em deflação apontando para a continuidade do comportamento favorável desse grupo do IPCA nos próximos meses. Nesse sentido, o IGP-DI de junho, também divulgado hoje, mostrou retração de 2,9% dos preços dos produtos agropecuários.

Os indicadores de núcleo de inflação continuaram desacelerando no acumulado em doze meses, sinalizando que a desinflação também tem atingido os componentes mais sensíveis à política monetária. A média dos núcleos apresentou alta de 0,16% em junho, ligeiramente abaixo da elevação de 0,23% registrada no mês anterior. Os preços de serviços, por outro lado, mostraram pequena aceleração, acumulando variação positiva de 5,87% nos últimos doze meses ante avanço de 5,75% no acumulado até maio.

Para julho, esperamos que o IPCA volte para o campo positivo e registre variação de 0,18%. Esse resultado será impulsionado pela alteração de bandeira tarifária para amarela no mês. Apesar desse efeito, esperamos continuidade da deflação em alimentação no domicílio e também redução do preço de combustíveis. Com base nessa expectativa, a variação acumulada em doze meses continuará arrefecendo, com elevação esperada de 2,65% em julho.

* Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos do Bradesco.

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