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DOCES E SALGADOS

07/07/2017 09:35 por Redação

IPCA variou -0,23% em junho, primeira deflação mensal em 11 anos

Desaceleração em relação a maio foi disseminada pelas 13 regiões metropolitanas investigadas pelo IBGE

Após a alta de 0,31% em maio, o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo, utilizado como inflação oficial) variou -0,23% em junho, primeira deflação desde junho de 2006, quando o índice variou -0,21%. No ano passado, o IPCA de junho foi de 0,35%.

O IPCA acumulado em 12 meses ficou em 3,00%, bem abaixo da meta de 4,50% fixada pelo governo para o ano. No ano, o acumulado vai a 1,18%.

Os analistas do mercado financeiro ouvidos semanalmente pelo Boletim Focus, do Banco Central, apostavam num IPCA de -0,15% em junho; para o ano de 2017, projetam um índice de 3,46%.

As variações do IPCA nos últimos seis meses encerrados em junho:

• Janeiro: 0,38%
• Fevereiro: 0,33%
• Março: 0,25%
• Abril: 0,14%
• Maio: 0,31%
• Junho: -0,23%

Em junho, cinco dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados tiveram variação menor do que em maio, com destaque para Habitação. No sentido inverso, as únicas altas do mês foram anotadas em Artigos de Residência e Despesas Pessoais. Os grupos Educação e Comunicação repetiram as variações de maio.

IPCA JUNHO
Habitação – Com participação de 15% nos cálculos do IPCA, foi o grupo que apresentou a maior queda no mês, sob influência das contas de energia elétrica. Mais barata em 5,52%, a energia exerceu o mais intenso impacto negativo, de -0,20 ponto percentual.

Apesar do aumento na parcela do PIS/COFINS ocorrido na maioria das regiões pesquisadas e dos reajustes de 5,84% nas tarifas de uma das empresas pesquisadas na região metropolitana de Porto Alegre, e de 7,09% em Curitiba, as contas de energia só não caíram em Recife.

A queda nas contas de energia se deve à substituição, em primeiro de junho, da bandeira vermelha pela verde, o que significa uma redução de R$ 3,00 a cada 100 kwh consumidos. Acrescente-se, ainda, a queda de 6,03% nas tarifas da região metropolitana de Belo Horizonte (-10,68%).

Alimentação – A variação de -0,50% foi puxada pelos alimentos para consumo em casa, mais baratos em 0,93%, observando que as 13 regiões pesquisadas vieram em queda, indo de -0,14% em Goiânia até -1,45% na região metropolitana de Porto Alegre. Já a alimentação fora subiu 0,32%, no intervalo de -0,62% registrados em Brasília, até 1,32% em Goiânia.

O grupo Alimentação domina 26% das despesas das famílias.

Transportes - Os combustíveis se destacam pela queda de 2,84%. O litro da gasolina ficou 2,65% mais barato diante de duas reduções de preços, autorizadas pela Petrobrás, nas refinarias, cujos reflexos nas bombas se concentraram no IPCA do mês. Uma redução, de 5,4%, ocorreu em 25 de maio e a outra, de 2,3%, em 14 de junho.

Cabe mencionar também as tarifas dos ônibus interestaduais, que passaram a custar 1,94% menos, em contraposição às passagens aéreas, que tiveram alta de 6,89%.

Localidades

Todas as áreas pesquisadas apresentaram queda de maio para junho, ficando os resultados entre -0,48% na região metropolitana de Belo Horizonte e -0,04% em Goiânia.

A variação do IPCA em maio e junho nas 13 regiões investigadas, e o acumulado de 12 meses:

IPCA JUNHO
Calculado pelo IBGE desde 1980, o IPCA se refere às famílias com rendimento monetário de um a 40 salários mínimos, qualquer que seja a fonte, e abrange onze regiões metropolitanas do país, além de Brasília e dos municípios de Goiânia e Campo Grande.

Para cálculo do índice de março foram comparados os preços coletados no período de 1º a 28 de junho (referência) com os preços vigentes entre 29 de abril e 31 de maio de 2017 (base).

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