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02/10/2019 13:24 por Redação

Sinais mistos levantam dúvidas a respeito do ciclo de corte de juros do Fed

Visão atual do Federal Reserve é de que a economia vai desacelerar, gradualmente, de uma expansão de 2,2% em 2019 para 1,8% até 2022

Thomas Henrique Schreurs Pires e Constantin Jancsó*

A economia dos Estados Unidos vem apresentando sinais mistos. De um lado, a atividade industrial e os investimentos mostram nítida perda de tração. Por outro, o setor de serviços e de consumo ainda apresentam crescimento robusto e o setor de construção residencial aparenta ter reagido favoravelmente à queda das taxas de juros.

Essas aparentes contradições dificultam o processo decisório do Federal Reserve e afetam até mesmo a forma de se interpretar o comportamento da inflação. De um lado, os núcleos de inflação mostram sinais de aceleração – o que em um contexto de mercado de trabalho apertado, seria um grande sinal de alerta para qualquer banco central. Mas as expectativas de inflação não só permanecem abaixo da meta de 2% do Federal Reserve, como se mantêm em trajetória descendente – o que tem sido um motivo de preocupação para a autoridade monetária.

Vale lembrar que está em curso uma revisão na forma de o Banco Central conduzir a política monetária por conta da preocupação da persistência de expectativas de inflação abaixo da meta. Isso ajuda a explicar a repentina mudança nos rumos da política monetária.

A visão atual do Federal Reserve, tomando como base as projeções divulgadas após a última reunião do comitê de política monetária (FOMC), é de que a economia vai desacelerar, porém gradualmente, de uma expansão de 2,2% em 2019 para 1,8% até 2022.

Nosso cenário é de desaceleração da economia americana ao longo dos próximos trimestres e cortes da taxa básica nas próximas reuniões do Federal Reserve. No entanto, a resiliência do consumo e a retomada do setor de construção sugerem que o balanço de riscos para o crescimento talvez seja mais equilibrado do que parecia há alguns meses.

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* Thomas Henrique Schreurs Pires e Constantin Jancsó são economistas do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos do Bradesco.

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