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02/04/2019 07:06 por Advillage

Hackers invadem portal do CNJ e vazam dados pessoais de 53 mil usuários

Segundo o órgão , que é presidido pelo ministro Dias Toffoli, também presidente do STF, nenhum sistema de informações processuais foi afetado

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) informou nesta segunda-feira (1º) que o site do órgão foi alvo de um ataque virtual feito por hackers

"Nenhum sistema de informações processuais, como o PJe (Processo Judicial Eletrônico), o BNMP (Banco Nacional de Monitoramento de Prisões) e o SEEU (Sistema Eletrônico de Execução Unificado), foi afetado", afirma o conselho, em nota publicada no próprio site. "O CNJ acionou as autoridades e tomou as medidas necessárias para apurar os fatos e manter a segurança do Portal", conclui a nota.

O site Defcon Lab, referência em defesa virtual, declarou que seu sistema de monitoramento detectou mais de um vazamento de dados no portal do CNJ. "Embora um dos vazamentos tenha sido divulgado em 01/04, o outro leak antecede a publicação deste. Sendo, portanto, incerta a atribuição de autoria de ambos os vazamentos".

O ataque de ontem ao CNJ foi assumido pela hacker Al1ne, integrante do grupo brasileiro Pryzraky. No Twitter, o grupo parece de vangloriar da invasão com uma sucessão de tuítes sobre o assunto, veja aqui.

O site Consultor Juridico reproduziu uma mensagem  em indonésio que teria sido deixada pela hacker: "Uma criança nascida hoje crescerá sem uma concepção de privacidade. Eles nunca saberão o que significa ter um certo momento para si pensamentos que não são registrados e não analisados. E isso é um problema porque a privacidade é importante; a privacidade é o que é possível devemos determinar quem somos e quem queremos ser”.

Segundo o Defcon Lab, no ataque foram disponibilizados dados para download no serviço de compartilhamento de arquivos Anonfile. São quase 6 mil linhas de dados que incluem informações pessoais (números de contas bancárias, telefone, CPF, etc), além de credenciais de acesso a serviços mantidos pelo CNJ.

No Twitter, a empresa de tecnologia Rogue Labs afirmou que foram expostas informações de 53.270 pessoas que constavam em 94 bancos de dados. Entre elas estariam autoridades do Estado e juízes.

O CNJ não se pronunciou sobre os vazamentos, assinala a Agência Brasil.

Em março, o presidente do CNJ e do Supremo Tribunal Federal, ministro Dias Toffoli, determinou a abertura de inquérito para apurar as origens de fake news que tenham o STF ou seus ministros como alvos.

Leia: Toffoli abre inquérito para investigar fake news e ameaças ao STF.

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